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Pensão Alimentícia: Como é Fixada, Quando Pode Ser Revisada e Quando Pode Ser Exonerada?

21 de fev.
2 min de leitura

A pensão alimentícia é uma das questões que mais geram dúvidas após a separação. Quanto deve ser pago? Pode diminuir? Existe momento certo para parar de pagar?


A resposta depende da análise do caso concreto e do chamado binômio necessidade-possibilidade, previsto no Código Civil.


Close-up view of a family tree diagram illustrating inheritance relationships

Como a pensão alimentícia é fixada?



A pensão não é um valor padrão ou automático, ela é definida com base em três critérios principais:


Necessidade de quem recebe:

  • Despesas com alimentação

  • Moradia

  • Escola

  • Plano de saúde

  • Transporte

  • Lazer


Possibilidade de quem paga:

  • O juiz analisa a renda real do alimentante, padrão de vida e demais obrigações financeiras.


Proporcionalidade

  • O valor deve ser suficiente para atender às necessidades sem comprometer excessivamente quem paga.



Em muitos casos, o valor é fixado como:

  • Percentual do salário líquido, quando empregado (exemplo: 30%)

  • Percentual do salário mínimo, quando desempregado ou autônomo

  • Valor fixo mensal


Se houver acordo entre as partes, ele pode ser homologado judicialmente. Caso contrário, o juiz decide.




Quando é possível pedir revisão da pensão?


A pensão pode ser revisada sempre que houver mudança significativa na situação financeira de quem paga ou de quem recebe.


Exemplos comuns:

  • Perda de emprego

  • Redução salarial

  • Nascimento de outro filho

  • Aumento expressivo das despesas da criança

  • Problemas de saúde


A ação cabível é a Ação Revisional de Alimentos.


Importante dizer que não se pode simplesmente parar de pagar ou reduzir por conta própria, qualquer alteração deve ser feita por decisão judicial.




Quando é possível a exoneração da pensão?


A exoneração significa o encerramento da obrigação.


Situações mais comuns:

  • Maioridade do filho (18 anos)

  • Independência financeira

  • Conclusão do ensino superior


Os tribunais entendem que a obrigação pode se estender até os 24 anos, se o filho estiver cursando faculdade.


Importante esclarecer que a obrigação alimentar não acaba automaticamente, sendo necessário o ingresso com Ação de Exoneração de Alimentos.




O que acontece se a pensão não for paga?


A ausência de pagamento pode gerar:

  • Execução judicial

  • Desconto em folha

  • Penhora de bens

  • Protesto do débito

  • Inclusão em cadastros de inadimplentes

  • Prisão civil (em caso de atraso das últimas três parcelas)


Já a pensão alimentícia será fixada com base na necessidade do filho e na capacidade financeira do genitor.



Conclusão


A pensão alimentícia não é um valor fixo e imutável, ela pode ser ajustada conforme as circunstâncias mudam, mas sempre por meio judicial.


Cada caso exige análise técnica e estratégia adequada para garantir equilíbrio entre necessidade e possibilidade.


Uma assessoria especializada garante:

  • Segurança jurídica

  • Clareza nas obrigações

  • Prevenção de conflitos futuros


Se você precisa fixar, revisar ou exonerar pensão, buscar orientação jurídica é fundamental para evitar prejuízos financeiros e riscos legais.


Entre em contato e agende uma consulta para avaliar seu caso com discrição, responsabilidade e estratégia jurídica.

 
 
 

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